O Renault Sandero acaba de completar a marca de 1 milhão de exemplares fabricados no Brasil. O modelo foi lançado no País em 2007 e hoje é o carro mais vendido da marca. Desse volume, cerca de 200 mil unidades foram exportadas para os vizinhos Paraguai, Uruguai e Argentina.

Fruto de um projeto da romena Dacia, subsidiária da Renault dedicada a modelos de baixo custo para países em desenvolvimento, o Sandero conquistou seu lugar ao sol com uma cabine espartana, mas muito espaçosa, a um preço competitivo. São os mesmos trunfos que consagraram o Logan, sedã compacto do qual ele deriva.

No início, contava com motores 1.0 e 1.6, ambos com 16 válvulas e potências de 77 cv e 112 cv, respectivamente. A versão Stepway, com apelo aventureiro, surgiu em 2008 e ampliou o apelo do modelo junto ao público jovem.

Aprimoramentos
Se o visual não era um primor, causava menos estranheza que o do desajeitado Logan. Em 2011, retoques na dianteira e a oferta de câmbio automático deixaram o carro um pouco mais interessante.

Mas foi em 2014 que o Sandero desabrochou. Ao chegar à segunda geração, sobre nova plataforma, o Renault ficou muito mais bonito e ganhou painel reformulado.

Dois anos mais tarde, a estreia de uma nova família de motores de origem Nissan – 1.0 de três cilindros e 82 cv e 1.6 de 118 cv – melhorou desempenho, consumo e nível de ruído, encurtando a distância que separava o hatch dos concorrentes do segmento.

Versões, séries e edições especiais
Uma das marcas do Sandero foi a quantidade de séries limitadas e edições especiais. A Quiksilver aproveitou o apelo da marca de surf e streetwear junto ao público jovem, enquanto a Tweed trazia bancos revestidos com uma inusitada padronagem pied-de-poule. Já a GT-Line tinha discreto apelo esportivo – mas apenas no visual.

Esportividade de verdade, aliás, o Sandero só passou a entregar em 2015, com a chegada da versão RS. O motor 2.0 de 150 cv, a suspensão e os freios foram retrabalhados pela divisão Renault Sport. O resultado é um Sandero “nervosinho” que acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e chega a 202 km/h.

Futuro
Para o ano que vem, espera-se outra reestilização das linhas Logan e Sandero. As imagens do novo visual já foram registradas pela marca no INPI. O interior também deve receber melhorias sensíveis, a exemplo do que ocorreu com o SUV Duster, outro filho da Dacia, no mercado europeu.

A propósito, Logan, Sandero e Duster deverão ser os últimos modelos do portfólio da Renault vindos da Dacia. A tendência é que o estilo das duas marcas tome caminhos separados, reforçando as diferenças entre elas.